Apesar do resfriado, que me pegou de
jeito! Febre leve, mal estar, um pouco de
tontura . . Estou na cama, e resolvi escrever
um pouco . . Ontem percebi que tinha algo
errado comigo, senti frio demasiado, calafrios,
e mal fiquei na Internet, dormi um pouco de
tarde (eu dormir de tarde, é algo fora do normal)
e pra piorar a situação, meu apartamento hoje
alagou! Quebrou uma parte de um cano pra máguina
de lavar. Levei um susto! Jorrava água!
Quando vi já tinha água entrando na sala, foi um
desastre! Primeira coisa que fiz foi desligar o computador,
depois tive que rir disso . . a água vinha em direção ao
computador e os fios estão todos no chão, estabilizador,
salvei isso primeiro . . É claro!!!
Eu nunca me interessei por nada relativo ao
encanamento da máguina de lavar, mas tem um
registro que pode ser girado aqui, pra travar a água.
Só que na hora do desespero, eu não me toquei
disso, liguei pra minha mãe (que mora no mesmo
prédio) e pedi a ela que desligasse o registro lá fora.
Quero contar um pouco sobre o que conversamos
ontem, minha mãe já havia me contado isso, mas
ela repetiu tudo de novo, e são coisas legais . .
Minha mãe veio de São Sepé (uma cidade do interior
do Rio Grande do Sul) morar com a irmã mais
velha (casada) e trabalhar na casa de uma Família.
Foi quando conheceu o pai, ele morava na frente
da casa onde ela morava.
Meu pai morava com a tia (que ele sempre chamou
de Mãe) a mãe biológica dele morreu quando ele
nem tinha completado 3 anos. E o pai dele era um
desses que saem fazendo filhos e não assumem.
Namoro, casório . .
E a primeira gravidez, a mãe me contou que sofreu
muito enquanto me esperava, sentiu enjôo por 9 meses,
disse que mal conseguia comer, só sentia vontade
de comer maçãs (vai ver por isso sou tããããooo enjoada)
Ontem na caixa de coisas antigas que minha mãe
guarda, vimos as carteirinhas das maternidades
onde ela ganhou meus irmãos e eu.
Na minha carteirinha, que achei muito mais completa
que a dos meus irmãos, constava até tipo sanguíneo
B+, na carteirinha deles não. Então, nasci com 36 cm
pesando 2kg 300gramas em um hospital de POA
( Porto Alegre ), ás 22h e o parto foi complicadíssimo,
ela foi pro hospital cedo da manhã e ficou horas em
trabalho de parto, tiveram que usar fórceps.
E ganhei o nome da mãe biológica de meu pai
Ana Maria, meu pai escolheu meu nome.
Da gravidez do meu irmão do meio, ela conta que foi
tudo trânquilo, não passou mal a gravidez toda,
contou que sentia vontade de comer carne de
carneiro, eca! E pretendia ganhá- lo em POA também,
mas quando estavam indo pra maternidade,
ela sentiu que não daria tempo, ganhou meu irmão
em um hospital em Canoas, assim que chegou lá.
Se ela tivesse ido ganhar ele onde pretendia,
ele nasceria no meio do caminho!
Cristiano nasceu com 3kg 300gramas. A mãe
escolheu o nome do Cristiano. Não lembro
de quase nada desse tempo, mas lembro do meu pai
me segurando no colo, na frente da maternidade,
eu sabia que minha mãe estava lá dentro, e que
tinha ganhado um maninho, só que não pude entrar.
Eu tinha 3 anos quando ele nasceu.
Quando eu tinha 16 anos, a mãe com 42 anos
descobriu que estava grávida. Lembro que fomos
pegar o resultado do exame, eu abri e contei que
resultado tinha sido positivo. E decidi naquele
momento que nome do meu irmão seria Rodrigo,
eu tinha certeza que seria um menino.
A mãe passou bem a gravidez toda, e quase todos
dias eu ía comprar mangas pra ela, ela comia
muita manga, lembro que colocava no congelador
e comia como sorvete! Rodrigo só passou uns
dias da data do nascimento, mas foi tudo
trânquilo. Ele nasceu com 3kg 06gramas
em São Leopoldo, onde sua madrinha era
enfermeira. Lembro que a madrinha dele
nos levou até o berçario e segurei Rodrigo no
colo a primeira vez.
Minha avó paterna, mãe adotiva de meu pai;
teve dois filhos biológicos e criou muitos filhos
adotivos, que nem conheci todos!
Ela era extraordinária, eu não tenho essa vocação!
E acho revoltante o que aconteceu no velório dela,
apenas uma meia dúzia de filhos presentes.
Um dia tive vontade de ter filho(a) adotivo(a)
mas isso acabou nesse dia. As vezes nem filhos
biológicos dão valor aos pais.
Já a minha avó materna teve uma porrada
de filhos biológicos que agora não lembro quantos . .
alguns assim como a minha avó já faleceram.
Ela era uma avó amorosa e trânquila.
Lembro muito dos doces que ela fazia, eram
uma delícia!
Agora as comparações físicas . .
Não me acho parecida nem com a mãe e
nem com o pai. Eles guardam uma foto da
mãe biológica do meu pai. Me acho idêntica
a ela, parece eu naquela foto! Os mesmos ossos,
testa grande, boca pequena, muito parecida.
Mas meu marido me acha parecida com meu pai.
Eu acho o Cristiano muito parecido com o pai.
Acho Rodrigo parecido comigo.
Comparações de comportamento . .
A mãe acha o Cristiano parecido a ela, no jeito
de estar querendo sempre fazer e acontecer, que
não tem paradeiro.
E diz que Rodrigo e eu somos mais tranquilões
como o pai.